quinta-feira, março 31, 2011

mulheres

Elas dominam a economia
Por: Ricardo J. Botelho
Publicado em http://www.adforum.com.br

As mulheres integram o maior mercado do planeta, duas vezes maior do que os PIBs indiano e chinês juntos. Hoje há 1 bilhão de mulheres que trabalham, 46% de toda a força mundial. Até 2014 esse número atingirá 1,2 bilhão. Elas são responsáveis por 64% do consumo de todos os bens produzidos no globo, cifra que supera os US$ 18 trilhões ao ano. Na maioria dos países, as mulheres decidem mais de 80% das compras de móveis, alimentos, eletrônicos e saúde, entre outras categorias de produtos. Em geral, 40% das mulheres controlam de 90% a 100% das despesas rotineiras do lar. Um dado interessante diz respeito ao volume de recursos existentes nas mãos femininas para compras de itens que não são de primeira necessidade: US$ 9 trilhões por ano. Já existem estudos que apontam que, em 2020, 53% dos milionários do planeta serão mulheres. Por tudo isso, as mulheres são, cada vez mais, foco da preocupação de marqueteiros, profissionais de vendas e fornecedores de produtos e serviços de qualquer espécie.

Tripla jornada

A emancipação feminina cobra um alto preço. As tarefas antigas, típicas do papel das mulheres não foram abandonadas e a elas se somaram o trabalho externo. Resultado: as mulheres vivem pressionadas pelo triplo desafio de cumprir tarefas dentro do tempo disponível. Tendo que conciliar as tarefas do lar, da educação dos filhos e do trabalho elas enfrentam conflitos, e o pior: não lhes sobram qualquer tempo para seus momentos pessoais, como ler, caminhar etc.

Como compram

As mulheres estão se tornando mais objetivas na maneira de tomar decisões de compra, apesar de, ao contrário dos homens, apreciarem a ajuda de um profissional quando decidem. Mulheres desfrutam da experiência da compra, são menos utilitárias, como são os homens. O homem exige respostas rápidas, enquanto a mulher busca apoio e colaboração. Muito preocupadas com segurança (característica tipicamente feminina) os fatores de tomada de decisão são diferentes dos padrões masculinos. Qualidade, impacto para a saúde, durabilidade e resistência são elementos importantes, ao lado da beleza e do prazo de entrega.


Quem são elas?

É possível identificar 6 perfis distintos do público feminino.

Mulheres que vivem contra o relógio
Consumidoras mais sofisticadas e de mais alta renda. Agenda apertada; lutam pelo sucesso e reconhecimento profissional, as que não têm filhos trabalham ainda mais.

Mulheres sob pressão
Estressadas pela falta de tempo e por suas múltiplas responsabilidades. Algumas têm filhos e controlam bem a sua vida. Outras lutam pela estabilidade, trabalham, lidam com as tarefas domésticas e o tempo nunca é suficiente.


Mulheres que se concentram nas relações
São jovens, têm bom nível e sentem-se mais motivadas para ter uma família do que sucesso profissional.

Mulheres satisfeitas com filhos independentes
A maioria tem mais de 50 anos. Seus filhos já moram sozinhos. Trabalham menos horas e têm mais tempo para si mesmas.

Mulheres sozinhas
Divorciadas ou viúvas, administram a própria vida. Sua prioridade é o trabalho, vivem menos confortavelmente do que no passado.

Mulheres que lutam para chegar ao fim do mês

Vivem estressadas, administram, gastos no detalhe. São infelizes porque não têm dinheiro para consumir produtos como artigos de beleza, ir à academia etc.

*Texto produzido a partir de matéria publicada na revista HSM Management que teve como base pesquisa mundial sobre os gostos das mulheres feita em 22 países pela BCG - Boston Consulting Group.

segunda-feira, novembro 08, 2010

...tudo tem remédio


Nessas paragens, não há mal que não se (pro)cure, nem bem que nunca se acabe.

É nessa toada que se leva a vida na Amazônia. A conformada melancolia cabocla reúne o bom e o ruim no mesmo balaio, no mesmo barco, na mesma casa, na mesma alma. Assume que a sombra faz parte do humano e não há vergonha nem pudor em desenfronhar a bandeira do “jeito Gerson de ser”. E o mundo que se incline! Estou passando e nada faço que não seja justificado pelos séculos de exploração econômica e social.

Se agora te arranco os olhos a unha é porque exploraram meus antepassados mais remotos nos tempos da colonização. Então cale-se e segure as pálpebras, porque me incomodaria ter de sair do balanço manso de minha rede, para terminar o serviço.

segunda-feira, outubro 11, 2010


Ontem secava os cabelos em frente ao espelho. Quando troquei o secador de mão, o jato de ar quente fez deslocar o espelho e imediatamente senti um desconforto, uma náusea.

Em seguida me ocorreu a ideia de que, para pessoas como eu, a própria imagem oscilante, em distorção, é efetivamente incômoda, quase insuportável.

O espelho balançando, pode parecer como a falta de clareza do olhar de terceiros, ou minha própria falta de firmeza.

Isso explica em parte, tanta energia gasta para parecer firme,rígida, clara e objetiva, sempre.

O cabelo ficou meio úmido e as ideias fervendo.