
Nessas paragens, não há mal que não se (pro)cure, nem bem que nunca se acabe.
É nessa toada que se leva a vida na Amazônia. A conformada melancolia cabocla reúne o bom e o ruim no mesmo balaio, no mesmo barco, na mesma casa, na mesma alma. Assume que a sombra faz parte do humano e não há vergonha nem pudor em desenfronhar a bandeira do “jeito Gerson de ser”. E o mundo que se incline! Estou passando e nada faço que não seja justificado pelos séculos de exploração econômica e social.
Se agora te arranco os olhos a unha é porque exploraram meus antepassados mais remotos nos tempos da colonização. Então cale-se e segure as pálpebras, porque me incomodaria ter de sair do balanço manso de minha rede, para terminar o serviço.

2 comentários:
"Sou palhaço, de fazer rir me orgulho
entre eu e o mundo existe um muro
a minha alma em versos distribuo
do meu tesouro inteiro eu me desfaço.
Enfeito o meu rosto com uma lágrima
que cobre a verdadeira, que é salgada
igual ao mar, que eu amo tanto
e quiçá seja feito do meu pranto.
Num rosto amigo meu olhar passeia
perguntando se por mim anseia
porque nada além do riso eu posso dar
meu coração não aprendeu a amar.
Sozinha no meu quarto encaro o espelho
tentando descobrir meu próprio anseio
um sonho que escapou, quem sabe um dia
quando eu os tinha ainda e acalentava.
Mas nada encontro e o riso se desfaz
a lágrima se oculta, seca, ineficaz
vou pela vida buscando um amanhã
que mesmo vazio, me traga a paz.
Enquanto isso, meu riso continua
meio torto, indelicado, mal feito
mas é a oferta que tenho, e é sua.
É fácil nele crer, se você crê na lua..."
LI, gostei...e me lembrei de ti...quis oferecer-te, é lindo....tocante...verdadeiro...é nosso!
Beijo linda....amo-te!
Mesmo sabendo que tu não está por aqui...eu continuo à passar, acho que pq assim, pelo menos, sinto um pouco de teu espaço...participo...
Vou continuar passando aqui, esperando um post novo...palavras tua...sinto falta de te ler! Grande beijo linda..
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